PNA 2017: ADAPVC distinguida

A Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde (ADAPVC) foi hoje distinguida com o Prémio Nacional do Artesanato 2017, na categoria “Entidades Privadas”.

A cerimónia de entrega do Prémio, atribuído pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, decorreu no Museu de Arte Popular, em Lisboa, contando com a presença do Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita.

A Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde venceu na categoria Prémio Promoção para Entidades Privadas – distinção que reconhece o trabalho das entidades ou organismos privados sem fins lucrativos em prol das artes e ofícios, traduzido em projetos, programas, campanhas ou iniciativas de valorização e promoção.

PNA - Somos Vencedores!!

Para António Saraiva Dias, Presidente da Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde, esta distinção é sinónimo de “enorme satisfação” e representa o “reconhecimento pelo trabalho que a ADAPVC vem desenvolvendo ao longo de anos não só na preservação daquele que é considerado o ex-libris do artesanato vila-condense – as Rendas de Bilros, mas também no importante incentivo para a salvaguarda e promoção das artes tradicionais portuguesas, através da realização da Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde”.

Fundada em 1984, a Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde tem dado um valioso contributo para a abertura de novos canais de comercialização nacionais e/ou internacionais das artes tradicionais portuguesas, mormente das Rendas de Bilros, mas não só. Através da criação de sinergias com outros setores produtivos, e fruto da realização da Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde, “é inegável o seu impulso na promoção e difusão das artes e ofícios, dos produtos artesanais de qualidade e dos próprios artesãos”, sublinha António Saraiva Dias.

Apostando na educação para a cultura e para a arte, desenvolvendo atividades de natureza cultural e educativa, sobretudo junto do público infantil e juvenil, a ADAPVC tem tido a capacidade de transmitir à sociedade valores positivos relacionados com as artes e ofícios, contribuindo para a sua promoção e valorização, incentivando a formação de novos públicos e envolvendo a participação ativa da comunidade em que se insere, numa ótica de promoção do artesanato como ferramenta para a qualificação das populações.

Assim, a Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde tem contribuído de forma decisiva para a preservação das artes tradicionais portuguesas, defendendo a genuinidade e qualidade dos produtos, incentivando e criando condições propícias para a consolidação e criação de emprego no sector, sendo notório que, a par dos métodos tradicionais de execução dos produtos – que importa preservar enquanto legado histórico –, tem vindo em crescendo uma evidente criatividade dos artesãos mais jovens que, atentos aos desafios de mercado, procuram aliar as mais nobres matérias-primas a novos conceitos e formas de apresentação do artesanato nacional.

Esta inovação artística e cultural, não só é reconhecida, como incentivada, seja pelo destaque que a Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde confere aos artesãos participantes, seja promovendo a pesquisa, criação e experimentação, por exemplo, através do ensino das Rendas de Bilros.

 

Sobre o Prémio Nacional do Artesanato

O Prémio Nacional do Artesanato integra o Programa de Promoção das Artes e Ofícios, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, criado pelo Decreto-Lei n.º 122/2015, de 30 de junho, que define um conjunto diversificado de incentivos às atividades artesanais, abrangendo, nomeadamente, apoios à valorização de produções e de artesãos que se afirmem pela excelência dos resultados alcançados.

O Prémio Nacional do Artesanato, realizado bianualmente, consiste na valorização de percursos e atuações de excelência no âmbito das artes e ofícios, por via do reconhecimento institucional e da concessão de um incentivo financeiro ao desenvolvimento da atividade.

O Prémio Nacional do Artesanato visa incentivar a produção artesanal, nas suas vertentes tradicional e contemporânea, distinguindo os artesãos portugueses, privilegiando as suas competências técnicas e profissionais, bem como a sua capacidade estética.

Inclui, ainda, o reconhecimento de intervenções relevantes de entidades públicas e privadas na promoção das atividades artesanais, assim como o incentivo a trabalhos de investigação no domínio das artes e ofícios.

 

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