Edição 2018

Após quatro décadas de realizações consecutivas, a Feira Nacional de Artesanato – considerada a maior e a melhor entre as congéneres – apresenta, na presente edição, uma remodelação da sua imagem, apostando numa reorganização interna do recinto e assumindo um posicionamento mais contemporâneo e atrativo.

Sempre com o objetivo de ir ao encontro das expetativas dos seus milhares de visitantes, a Organização da Feira Nacional de Artesanato, no Ano Europeu do Património Cultural, e sendo precisamente o artesanato uma das expressões desse património, dedica particular atenção aos artesãos selecionados pelo IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional para o Prémio Nacional do Artesanato, nas categorias “Carreira”, “Inovação” e “Novos Talentos”. O pavilhão central do recinto vai, assim, destacar o trabalho destes artesãos, podendo ainda ser apreciadas as peças que estes artistas conceberam, propositadamente para a Feira Nacional de Artesanato, inspiradas nas Rendas de Bilros.

Ainda sob o signo do Ano Europeu do Património Cultural, no Teatro Municipal de Vila do Conde, estará patente ao público a exposição fotográfica “Património Imaterial”, que reúne uma seleção de 42 trabalhos dos 462 que concorreram, no ano passado, ao concurso Fotografia FNA.

Mantendo vivas e operantes as artes tradicionais portuguesas, que integram a nossa identidade e contribuem para a diversidade cultural, quer como material antropológico que tendem a representar, mas também como fonte de criatividade, de ideias e materiais perfeitamente inseridas na economia social contemporânea, nesta exposição se poderão aferir algumas dessas artes, materiais, técnicas, os seus obreiros e até aspetos de ambientes da Feira Nacional de Artesanato.

Os trabalhos selecionados são da responsabilidade do júri do concurso constituído por Maria do Carmo Serén, historiadora, crítica de arte e fotografia; Augusto Lemos, Doutorado em Belas Artes, fotógrafo e Professor Adjunto da Escola Superior de Educação do IPP; Alfredo Cunha, fotojornalista; Bernardino Castro, Diretor do Centro Português de Fotografia e Carlos Mendes Pereira, professor e fotógrafo.

Sob o tema “Tradições vilacondenses – Património e Identidade”, várias personalidades locais foram convidadas para, não só no recinto da Feira mas também em diversos espaços públicos, apresentar apontamentos identitários – que são um incalculável valor cultural europeu – das lendas, tradições e memórias coletivas, ao saber-fazer das rendilheiras ou dos carpinteiros navais de Vila do Conde.

Também o restaurante das “Jornadas Gastronómicas” vai proporcionar ementas baseadas na dieta mediterrânica – considerada uma das mais equilibradas formas de alimentação – registada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Sendo o mais significativo evento do género realizado em Portugal, mobilizando cerca de 200 artesãos e sendo esperados milhares de visitantes, as expetativas para a presente edição apontam para mais um certame que irá confirmar um sucesso consolidado.

Em pleno coração da cidade, nos Jardins da Av. Júlio Graça, será possível apreciar o melhor e mais tradicional artesanato português, representativo das diferentes regiões do país. E se ao artesanato e à música, juntarmos os sabores da gastronomia portuguesa, é certo que estão reunidos os motivos necessários para uma visita obrigatória a Vila do Conde.

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