animacao musical

Programa de Animação na Feira Nacional de Artesanato 2024

A programação iniciará, no dia 20 de julho, com uma apresentação dos alunos santomenses da escola ProAndi, que nos presenteiam com uma performance de dança e poesia tradicionais. Este ano, o certame conta com a participação de São Tomé e Príncipe como país convidado, fazendo todo o sentido que esta partilha intercultural marque o início das festividades.

Na primeira noite do evento, sobe ao palco o Rancho das Rendilheiras do Monte.

Porbatuka, projeto que nos chega de Almada com os seus ritmos contagiantes e enérgicos, ocupará o evento durante a tarde do dia 21 de julho (domingo). Este projeto de percussão faz uso de ritmos originais e tradicionais.

A noite de domingo encerra com a Cotovia Arisca, que junta o multi-instrumentista João Ferreira Martins à fadista famalicense Patrícia Costa numa reinterpretação do cancioneiro tradicional português. Para este concerto, a cotovia conta também com um terceiro elemento. A Diana Ferreira vem reforçar os ritmos portugueses com o adufe e a pandeireta, e colorir alguns temas com outro instrumento há muito presente na tradição portuguesa, a gaita-de-foles.

No dia 22 Julho (segunda-feira), sobem ao palco os Andarilhos, banda de música tradicional Portuguesa, originária de Baião. É da mistura de conhecimentos e vivências do coletivo, juntamente com as recolhas tradicionais, que receberemos músicas da identidade e da tradição Portuguesa, sempre com uma forte alma festiva.

Rezas, benzeduras e outras cantigas é o projeto musical que se apresenta no dia 23 Julho (terça-feira). Da tradição oral portuguesa, César Prata e Vânia Couto recriam músicas e orações populares recorrendo a múltiplos instrumentos, objetos sonoros, pedais de loops, laptop e programações. O ambiente sonoro resulta na fusão do mais ancestral com a contemporaneidade, afirmando que a tradição pode ser sempre atual.

Sérgio Mirra apresenta-se no dia 24 de Julho (quarta-feira), e traz consigo sua grande paixão pela música tradicional portuguesa e da vontade de passar às gerações vindouras este tesouro riquíssimo que é a música tradicional e os instrumentos tradicionais portugueses. A voz e o cavaquinho são a base deste projeto, mas o bandolim e as violas regionais também terão o seu papel de destaque nas mãos do Sérgio Mirra. Em conjunto com as harmonias do piano do José Miguel Costa, as melodias do clarinete e clarinete baixo do Manuel Lemos e os ritmos da percussão do Diogo Araújo.

Com um conjunto de instrumentos antigos, dos quais se destacam a sanfona, a viola braguesa e o adufe, o trio Pedro Viana & João Martins & Diana Ferreira proporciona-nos uma viagem por melodias que evocam a música tradicional de Portugal, Espanha e Itália, por vezes em contraste com arranjos modernos e exploratórios. Apresentam-se no dia 25 de Julho (quinta-feira).

No dia 26 de Julho (sexta-feira), ouviremos com atenção as Cantadeiras do Vale do Neiva, detentoras de tradições. Cantam à cappella a três e a quatro vozes, com particular realce para a requinta e a voz de fora ou descante, o baixão ou o grito.

No dia 27 de julho (sábado), a noite será do Rancho da Praça – Rendilheiras de Vila do Conde.

A tarde de dia 28 julho (domingo), será animada pelos Vira Vadio: um quarteto incomum de Torres Vedras onde alinham acordeão, gaita de fole, saxofone barítono e percussões tradicionais! A sua música assenta em reportório onde a sonoridade dos seus instrumentos são o mote para garantir ambientes festivos apelando à cultura de raiz popular!

Pela noite, sobem a palco os Cindazunda: um projeto musical que reimagina a música tradicional, quebrando toda e qualquer barreira estilística, através de um exercício musical livre, espontâneo e autêntico. Uma viagem através do património musical europeu, com ponto de partida no coração de Portugal, mas sem destino certo… Cada concerto é uma celebração contagiante, onde nenhum momento se repete, e cada nota carrega consigo a essência do presente.

A segunda semana do certame, iniciará com o concerto do Coletivo Capela, no dia 29 de julho (segunda-feira). Um grupo musical familiar que se inspira na Música Tradicional e no cancioneiro popular português. Prometem armar o baile, numa noite repleta de alegria e boa disposição.

No dia 30 de julho (terça-feira), Músicas da Raya celebra connosco a simbiose de culturas. Um projeto que resgata melodias populares da tradição oral dos dois países (Portugal e Espanha) e demonstra que nas terras de “La Raya” as fronteiras se diluem. O concerto baseia-se numa extensa digressão pela música vocal e instrumental, mergulhando na essência da nossa rica tradição musical.

A Cantadeira é Joana Negrão, com um percurso musical ligado à música de tradição oral portuguesa, desde os Dazkarieh até aos Seiva. Apresenta-se a solo, dia 31 de Julho (quarta-feira), num espetáculo em que a voz é o fio condutor para paisagens sonoras ancestrais e atuais. Recorrendo à gravação constante de camadas de vozes sobrepostas gravadas ao vivo e em tempo real.

Dia 1 de Agosto (quinta-feira), embarcamos na viagem dos Folia Vadia, pelo mundo dos ritmos e sonoridades tradicionais de vários continentes produzindo uma síntese original, melódica e dançável. As melodias das palavras, interpretadas pela voz ou pelos instrumentos, perseguem o ritmo dos dias dos povos, os contos e cantos de trabalho, a celebração pagã ou a canção de intervenção urbana.

Da terra vizinha, o Rancho Poveiro estará presente no dia 2 de agosto (sexta-feira), trazendo consigo os trajes, danças e cantares dos pescadores e da comunidade poveira.

No dia 3 de Agosto (sábado), a tarde será por conta do coletivo Anda Camino, que virá de terras de Miranda do Douro, com toda a sua alegria e música tradicional.

Também de Miranda do Douro será feita a noite, com o concerto do projeto musical Trasga. Um grupo mirandês que aposta na criação de música original em língua mirandesa. Composto por cinco elementos multi-instrumentistas, o seu repertório assenta em letras que remetem para os antigos romances mas também para uma outra temática com uma forte componente de sátira e crítica social.

A animação itinerante do último dia do evento (4 de agosto, domingo) ficará a cargo d’Os Ruxaxá, que em sentido figurado significa algazarra, é um grupo de percussão e gaita-de-foles que teve início em 2001 como um projeto educativo da Escola Primária de Labruge, Vila do Conde.

Para encerrar o programa musical deste ano, sobe a palco a Chulada da Ponte Velha, prometendo por toda a gente a ramaldar, ao som da sua música que se funde entre as práticas musicais do passado com o presente. O uso de bombos, de ferrinhos, de violas populares como a braguesa e a amarantina, da rabeca chuleira e do violão ponteado, caraterizam o som desta banda.