A 48.ª Feira Nacional de Artesanato presta homenagem ao Património Cultural Imaterial da Humanidade classificado em Portugal pela UNESCO, reunindo, entre 25 de julho e 9 de agosto, nos Jardins da Avenida Júlio Graça, em Vila do Conde, as práticas, saberes e expressões culturais que constituem um dos mais importantes legados vivos da identidade portuguesa.
A edição de 2026 conta com o apoio e o envolvimento de todas as entidades responsáveis pelas candidaturas destas manifestações culturais à UNESCO, afirmando-se como uma iniciativa ímpar de valorização, divulgação e salvaguarda do património cultural português.
Sob o lema da valorização do património vivo, o pavilhão temático da Feira é inteiramente dedicado às manifestações culturais portuguesas inscritas nas listas do Património Cultural Imaterial da UNESCO, apresentando conteúdos expositivos, recursos multimédia e informação sobre práticas que continuam a ser transmitidas de geração em geração, preservando saberes ancestrais e reforçando a diversidade cultural do país.
A escolha do tema da 48.ª Feira Nacional de Artesanato enquadra-se igualmente na estratégia de valorização do património cultural do concelho de Vila do Conde e no processo de preparação das futuras candidaturas das Rendas de Bilros de Vila do Conde, da Construção Naval em Madeira e dos Tapetes de Flores de Vila do Conde às listas do Património Cultural Imaterial da UNESCO, intenção já assumida publicamente pela autarquia.
Neste contexto, para além das manifestações culturais portuguesas já reconhecidas pela UNESCO, a exposição temática integra igualmente estas três práticas identitárias de Vila do Conde, estabelecendo um diálogo entre patrimónios já distinguidos internacionalmente e expressões culturais de elevado valor histórico, artístico e comunitário que o concelho pretende ver reconhecidas à escala mundial.
Ao reunir, num mesmo espaço, as manifestações portuguesas do Património Cultural Imaterial reconhecidas pela UNESCO e as práticas culturais que Vila do Conde pretende candidatar, envolvendo as entidades responsáveis pela salvaguarda destes patrimónios, a Feira Nacional de Artesanato afirma-se como uma iniciativa ímpar de valorização da cultura tradicional portuguesa e de sensibilização para a importância da preservação e transmissão deste legado às gerações futuras.
Estão representadas as práticas culturais portuguesas inscritas nas listas da UNESCO: o Fado, a Dieta Mediterrânica, o Cante Alentejano, a Falcoaria, o Figurado de Estremoz, os Caretos de Podence, as Festas do Povo de Campo Maior, a Arte Equestre Portuguesa, bem como os elementos inscritos na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente: o Fabrico de Chocalhos, a Olaria Negra de Bisalhães e o Barco Moliceiro – Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro.


