
Carlos Alves dedica-se à criação dos Bonecos de Estremoz, expressão artística classificada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
O seu percurso iniciou-se em 2010, após um contacto próximo com o universo dos bonecos através do mestre Joaquim Vermelho, seu familiar, e das visitas ao museu que hoje ostenta o seu nome.
Fascinado pelos exemplares dos séculos XVIII e XIX e pelo trabalho dos bonecreiros estremocenses, começou a comercializar as suas criações em 2012, desenvolvendo desde então uma atividade inteiramente dedicada à preservação desta tradição.
Trabalha o barro recorrendo às técnicas da placa, da bola e do rolo, complementando a modelação com pintura manual e acabamentos que respeitam os processos tradicionais.
As suas peças refletem um profundo conhecimento da iconografia e da linguagem estética dos Bonecos de Estremoz, contribuindo para a continuidade de um dos mais relevantes testemunhos da cultura popular portuguesa e para a divulgação internacional deste património singular.